Regime tributário não é escolha de gosto nem coisa que se decide uma vez na vida. Entenda o que muda entre eles e quais são os sinais de que o seu já não serve mais.
Essa é a pergunta que mais chega no nosso WhatsApp, e quase sempre vem junto com uma frase: “meu primo disse que eu tenho que mudar”. A resposta honesta é que depende de números da sua loja, e não de regra geral.
O que dá para explicar sem olhar a sua empresa é o que muda de um para o outro.
O que realmente muda
- Quanto a loja pode faturar por ano antes de precisar mudar de regime.
- Quantos funcionários você pode ter registrados.
- Como o imposto é calculado: valor fixo, percentual sobre a venda, ou conta que leva em conta a margem.
- Quais declarações a empresa entrega, e com que frequência.
- Se a loja consegue aproveitar crédito do que compra.
Esse último ponto pesa mais em açougue do que em muito comércio, porque a compra de carne é a maior despesa da loja e o tratamento dela varia conforme o regime e o estado.
Os sinais de que o seu regime não serve mais
- A loja cresceu e você está perto do teto de faturamento do regime atual.
- Você precisou registrar mais gente do que o regime permite.
- O imposto virou uma fatia da venda que você não consegue explicar.
- Você começou a vender para outras empresas, e elas pedem nota que o seu regime não emite do jeito que elas precisam.
Por que não dá para responder por mensagem
Duas lojas com o mesmo faturamento podem ficar melhor em regimes diferentes, dependendo da margem, da folha e do que compram. Comparar exige olhar os números dos últimos meses. É uma conta, não um palpite.
Regime tributário se revisa, não se escolhe uma vez. A gente acompanha o seu e avisa quando a conta virar.
Se quiser essa comparação feita com os números da sua loja, é só chamar. É parte do serviço, não é cobrado à parte.